Jardins & Paisagismo

Valorização Paisagística do Museu do Pão, em Seia

Valorização Paisagística do Museu do Pão, em Seia

Paisagismo integrado na identidade do Museu do Pão

Em Seia, no coração da Serra da Estrela, o Museu do Pão reúne vários edifícios marcados pela arquitetura tradicional da região, onde a pedra, a madeira e as coberturas em xisto assumem um papel central.

A intervenção da Criaverde partiu precisamente desta identidade. O objetivo não era transformar a arquitetura existente, mas introduzir vegetação de forma equilibrada, criando uma ligação mais próxima entre os edifícios, a natureza e a paisagem envolvente.

Floreiras, vasos e diferentes elementos vegetais passaram a integrar os espaços exteriores, contribuindo para uma imagem mais acolhedora e reforçando o carácter do conjunto.

Valorizar sem retirar protagonismo à arquitetura

Um dos principais desafios do projeto foi encontrar o equilíbrio entre a presença das plantas e a arquitetura existente.

A intervenção abrangia fachadas em pedra, janelas de diferentes dimensões, varandas, entradas, paredes e zonas exteriores de circulação distribuídas por diferentes níveis e edifícios.

Cada elemento vegetal teve, por isso, de ser pensado em função do espaço onde seria instalado. Mais do que acrescentar vegetação, procurou-se criar uma composição coerente, capaz de valorizar cada zona sem tornar o conjunto visualmente excessivo.

Floreiras e plantas integradas na arquitetura em pedra do Museu do Pão
Floreiras, vasos e plantas de diferentes portes foram distribuídos de acordo com as características de cada espaço.

Uma composição vegetal distribuída pelo espaço

A solução desenvolvida pela Criaverde distribuiu a vegetação por diferentes pontos do Museu, criando uma presença verde consistente ao longo de todo o conjunto.

Foram utilizadas floreiras em janelas e varandas, vasos de parede, vasos decorativos junto às entradas, plantas trepadeiras com estruturas de suporte, plantas verdes de enquadramento e espécies de floração responsáveis pela introdução de diferentes apontamentos de cor.

A intervenção incluiu também a preparação dos substratos e materiais de drenagem, bem como o transporte, preparação e instalação dos diferentes elementos no local.

Vegetação integrada na arquitetura do Museu do Pão em Seia
A escolha e colocação dos elementos vegetais procurou respeitar e valorizar a arquitetura existente.

Um fio condutor entre os diferentes edifícios

A repetição equilibrada da vegetação ao longo dos vários edifícios tornou-se num elemento comum entre construções com diferentes dimensões, cores e características.

As plantas ajudam a criar ritmo nas fachadas, suavizam a presença da pedra, marcam entradas e valorizam janelas e varandas. Os diferentes pontos de cor acrescentam também profundidade à composição e ajudam a conduzir visualmente quem percorre o espaço.

Desta forma, o paisagismo deixa de funcionar apenas como elemento decorativo e passa a contribuir para a leitura e experiência global do Museu.

Espaço exterior do Museu do Pão antes da intervenção paisagística
Antes da intervenção paisagística.
Espaço exterior do Museu do Pão após a intervenção paisagística da Criaverde
O mesmo espaço após a integração dos diferentes elementos vegetais.

Uma intervenção integrada na paisagem

O resultado é uma intervenção paisagística integrada na arquitetura e na envolvente, onde a vegetação acrescenta vida aos espaços exteriores sem competir com a identidade do Museu.

As floreiras, vasos, trepadeiras e restantes elementos vegetais contribuem para tornar o conjunto mais acolhedor e reforçam o carácter tradicional dos edifícios.

Mais do que acrescentar plantas, o projeto procurou criar uma experiência visual mais rica para quem percorre o Museu, aproximando a arquitetura, a natureza e a paisagem da Serra da Estrela.

A vegetação tem a capacidade de transformar a forma como experienciamos um espaço, criando identidade, conforto e uma ligação mais próxima à natureza.

Criaverde